terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Poda drástica de verão para o manejo das amoras pretas em regiões subtropicais e tropicais

O interesse pelo consumo da amora-preta (Rubus spp.) aumentou nos últimos anos, pelo fato de seus frutos apresentarem quantidades expressivas de compostos, como fenólicos e carotenoides, que podem auxiliar no combate às doenças degenerativas. Também são encontrados, nas amoras-pretas, pigmentos naturais, principalmente a antocianina, que confere uma coloração atraente no processamento e na confecção de produtos lácteos, geleias e doces em caldas.
A poda da amoreira-preta é realizada em dois momentos: no verão, quando eliminam-se as hastes que produziram e encurtam-se as novas hastes emergidas do solo na primavera; e no inverno, com redução das hastes laterais. Uma alternativa seria adotar manejos de poda diferentes em regiões subtropicais, em que as podas drásticas possam ser realizadas, para eliminar todas as hastes rentes ao solo, sem prejuízos à produção. São necessários apenas cinco meses, a contar da emissão das hastes do solo, para que as gemas se diferenciem e estejam prontas para a brotação e a emissão de flores. A poda drástica de verão, realizada logo após o término da colheita, foi testada por na cultivar Tupy. Os autores verificaram que esse sistema de poda facilita a condução das plantas, sem prejudicar a qualidade dos frutos colhidos e o desempenho produtivo.
Ao se considerar a alta produtividade e a excelente qualidade dos frutos de outras cultivares, como a Brazos e a Guarani, e a Caingangue e a Choctaw, respectivamente, é preciso avaliar se esse manejo diferenciado de poda influencia a produção dessa frutífera, em regiões subtropicais.
O objetivo deste trabalho foi avaliar o manejo de podas em cultivares de amoreira-preta (Rubus spp.), submetidas à poda drástica de verão, em regiões subtropicais. O experimento foi conduzido em blocos ao acaso, em arranjo fatorial 2x7 (podas x cultivares), no Município de Lavras, MG. Foram utilizadas as cultivares Comanche, Caingangue, Choctaw, Tupy, Guarani, Brazos e Cherokee, que receberam poda convencional (controle) e poda drástica de verão. Foram avaliados dados fenológicos, vegetativos e produtivos nos ciclos de produção 2012/2013 e 2013/2014, além de características físico-químicas dos frutos e da incidência de doenças, no último ciclo de produção. 
CONCLUSÕES
  1. A poda drástica de verão aumenta a produção de cultivares de amoreira-preta (Rubus spp.) em regiões subtropicais.
  2. Não há diferença na qualidade dos frutos de amoreira-preta colhidos de plantas submetidas aos sistemas de poda convencional e poda drástica de verão.
  3. A poda drástica de verão não é eficiente na redução ou no controle de doenças da amoreira-preta.
Mais informações:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-204X2015000200132&lng=pt&nrm=iso&tlng=en

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