quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O cultivo da pereira no Brasil e em regiões subtropicais







            Aproximadamente em 2.750 a.C., a pera já era citada como ingrediente medicinal, na Mesopotâmia. Teofrasto, por volta de 400 a.C., descreveu a sua forma de cultivo, indicando a necessidade de polinização cruzada de suas plantas. Cato, em 235 a.C., descreveu alguns métodos para o seu cultivo, sendo que em 79-23 a.C., Plínio descreveu 35 cultivares existentes em Roma. Com as conquistas, o cultivo da pereira disseminou-se para a Europa Central e Oriental e pelas Américas. Pelo século XVI e XVII a França era mencionada como o maior país produtor de peras, sendo que, em 1968, já eram conhecidas em territórios franceses mais de 254 cultivares em cultivos comerciais e caseiros.
O cultivo de peras teve início nos tempos coloniais no Brasil ao lado do cultivo de marmelos. Apresentou relevância no estado de São Paulo, sobretudo, na década de 30, quando era cultivada em numerosos sítios e quintais, porém, ainda em uma incipiente fruticultura. As peras, assim produzidas, tiveram alta aceitação na época, em face dos preços elevados em comparação às peras importadas de outros países produtores, ainda em pequena disponibilidade.
Na época, dominavam as peras rústicas, que foram sendo selecionadas frente à adaptação às condições de inverno brando, em destaque, ‘D’Águas’, ‘Madame Sieboldt’, ‘Kieffer’ e ‘Smith’. Com a difusão e intercâmbio colonial entre os produtores, de forma natural e pouco controlada, constata-se que a mesma cultivar (ou similar) era conhecida por nomes populares diversos, enquanto que peras diferentes contam com uma mesma designação genética; assim, a pera ‘D’Água’ é conhecida por outros nomes, como ‘Branca’, ‘Bela Aliança’, ‘Joaquina’, ‘D’Água de Valinhos’ e ‘Branca de São Roque’.
Ao lado das quatro cultivares de importância econômica na época, estavam presentes outras peras rústicas, como ‘Hood’ e ‘Garber’, contudo, sem constituírem certo significado econômico. Já, as peras européias, como a ‘Bartlett’, foram testadas na época, mas tiveram insucesso em São Paulo, pela falta de frio invernal intenso. No entanto, apesar da frutificação reduzida, frutos de excelente qualidade eram produzidos pela cultivar ‘Packham’s Triumph’, principalmente no município de Campos do Jordão-SP que, no futuro, vieram a contribuir na expansão do cultivo de peras em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A partir das décadas de 40 e 50, fruticultores de ascendência japonesa introduziram, em São Paulo e Paraná, cultivares de peras orientais, algumas revelando adaptação satisfatória às condições de inverno ameno e menor suscetibilidade às enfermidades foliares. Nos anos cinquenta, já havia informações de produção eventual de peras asiáticas, como ‘Chojuro’, ‘Okusankichi’ e ‘Imamura-aki’, na região de Presidente Prudente-SP e ‘Ya-Li’ em Curitiba-PR.
Após os períodos de alta oferta brasileira de peras, o cultivo foi gradativamente entrando em decadência, com diminuição acentuada da oferta e da qualidade das frutas produzidas, em comparação às frutas produzidas no exterior. Em consequência, houve desestimulo dos produtores brasileiros com os baixos preços adquiridos, diminuindo assim gradativamente os tratos culturais fitossanitários e indiretamente a qualidade das peras produzidas, até a quase dizimação do cultivo de peras em São Paulo.
            Analisando-se dados estatísticos brasileiros mais recentes sobre o cultivo de peras, verifica-se que de 1990 a 2001, a área cultivada com pereira girava em torno de 2.000 hectares, atingindo o pico de 2.303 hectares plantados em 1994. A partir de 2001, a área representada por essa fruteira reduziu vertiginosamente, chegando em 2010 com cerca de 1.500 hectares, ou seja, nos últimos vinte anos, o cultivo de peras deixou de ter expressão em 25% da área, no período considerado. Nos dias atuais, em termos de região, nota-se um incremento de 6% da área plantada na região sul e uma redução de 86% da área cultivada com pereiras na região sudeste. Na região sul, os estados de Santa Catarina e Paraná implantaram novos pomares no período, destacando-se Santa Catarina, que aumentou a área cultivada, passando de 15 hectares cultivados em 1990 para 286 hectares em 2010.
Em termos mundiais, atualmente, a China é o maior produtor mundial de peras, seguida pelos Estados Unidos, Itália e Argentina. O Brasil configura apenas como o quadragésimo quinto produtor, ficando atrás de países com extensões territoriais aquém da maioria dos estados brasileiros. As áreas de produção nacional estão concentradas basicamente nos estados do sul e sudeste brasileiro e a produção não chega a atender nem 20% do volume demandado pelo consumo interno da fruta.
Por mais negativo e pessimista que se mostre o cenário do cultivo de peras no Brasil, principalmente em regiões de inverno mais ameno, vale ressaltar que são importados 85 a 90% da demanda interna de peras, estimada em 150 mil toneladas por ano, aproximadamente, alocando o Brasil como o segundo maior importador mundial dessa fruta. Considerando ainda estimativas futuras de demanda nacional de 300 mil toneladas anuais pela fruta, é simples perceber o potencial de crescimento vislumbrado para a cultura em nosso território.

É óbvio que esse otimismo não se trata de simples entusiasmo dos técnicos envolvidos no avanço do cultivo de peras no Brasil, pois, acredita-se que seja factível a produção de frutos com qualidades superiores, comparáveis ao produto importado. É claro que há um longo caminho a ser percorrido. Recentemente, um projeto multidisciplinar e envolvendo diversas instituições públicas e privadas, de pesquisa e ensino, envolvendo representantes dos estados do RS, SC, PR, SP e MG, liderado para Embrapa Uva e Vinho, situada em Bento Gonçalves-RS, mostraram a possibilidade e perseverança no avanço do cultivo de peras no Brasil. Existe consenso entre os técnicos e produtores, que a exploração racional e econômica de peras no Brasil só é viável pelo plantio de cultivares adaptadas as nossas condições climáticas, de inverno brando ou rigoroso, dependendo da região de exploração.
As regiões montanhosas da China ocidental são consideradas o centro de origem do gênero Pyrus. A esse gênero pertencem cerca de 20 espécies, sendo que todas elas são nativas do continente asiático ou europeu. Além das pereiras ocidentais (Pyrus communis), originárias da zona central do oriente médio, montanhas do Cáucaso e Ásia Menor, também são encontrados os tipos asiáticos ou orientais, sendo Pyrus pyrifolia, Pyrus ussuriensis, Pyrus serotina e Pyrus calleryana originários do centro da China.
            De importância para o Brasil têm-se as espécies Pyrus calleryana (‘Taiwan Nashi-C’) e Pyrus betulaefolia (‘Manshu Mamenashi’), que são utilizadas como porta-enxertos, comumente conhecidos como porta-enxertos orientais. No caso das cultivares copa, as de maior importância pertencem às espécies Pyrus communis (peras europeias) e Pyrus pyrifolia (peras asiáticas). As peras europeias requerem maior necessidade em frio e possuem formato piriforme, casca lisa com coloração amarela a avermelhada, textura de polpa carnuda, suculenta e doce. Por outro lado, as peras asiáticas requerem menor necessidade em frio, possuem formato arredondado, casca áspera de coloração marrom, polpa branca e crocante. Para as condições subtropicais brasileiras, as peras mais cultivadas são as híbridas entre Pyrus communis x Pyrus pyrifolia, onde se busca a rusticidade quanto à adaptação climática das peras asiáticas e a qualidade de frutos das peras europeias.

Cultivares híbridas entre Pyrus communis x Pyrus pyrifolia, para regiões subtropicais:

‘Kieffer
Essa cultivar é bem produtiva, atingindo-se facilmente 80 toneladas de frutos por hectare. Seus frutos são grandes e de maturação tardia, possuem epiderme de coloração esverdeada dotadas de “russeting”, de polpa firme e sucosa. É uma cultivar que se desenvolve bem em regiões que forneçam mais de 80 horas de frio. Trata-se, provavelmente, uma cultivar autofértil, não necessitando de plantas polinizadoras. É exigente em tratos culturais e é utilizada como porta-enxerto para pereiras em algumas regiões brasileiras. Um fator limitante para o cultivo dessa cultivar é suas características visuais e organolépticas, que não favorecem seu consumo ao natural.

‘Smith
Em relação à ‘Kieffer’ é mais produtiva, precoce e rústica, porém apresenta maturação tardia em regiões de inverno ameno. Encontra-se muito difundida nas zonas produtoras brasileiras. O empecilho dessa cultivar é que ela produz frutos pequenos, limitando sua comercialização para o consumo ao natural, porém, é uma cultivar que se encaixa perfeitamente ao processamento industrial, principalmente para a fabricação de doces. Apresenta película de coloração verde-amarelada e lisa, com polpa firme e de coloração branca. Adapta-se em regiões que ofertem acima de 80 horas de frio. Provavelmente, trata-se de uma cultivar autofértil. É exigente em tratos culturais e ainda apresenta grande utilização como porta-enxerto para pereiras em algumas regiões produtoras brasileiras. 

‘Le Conte
Essa cultivar foi selecionada nos Estados Unidos. Suas plantas apresentam elevado desenvolvimento e ótima produtividade. Seus frutos, de coloração verde-amarelada e com pontuações marrons, são de tamanho médio, com pedúnculo bem comprido, conferindo-lhes um formato de trompa. Apresentam maturação mais próxima ao final de janeiro. A película é grossa, resistente e bastante unida ao mesocarpo. A polpa, de coloração branca, é macia e com agradável sabor.

‘Cascatense
Cultivar brasileira selecionada pela Embrapa Clima Temperado, foi obtida pelo cruzamento entre as cultivares ‘Packham’s Triumph’ x ‘Le Conte’. Suas plantas apresentam vigor médio a semivigorosas, com copas semiabertas. São plantas altamente produtivas, podendo chegar a mais de 60 kg de frutos por planta, cujo florescimento se dá na segunda quinzena de agosto, com colheita realizada em meados de janeiro. Seus frutos, de tamanho médio (120 a 220 g), apresentam formato piriforme com epiderme fina, de coloração amarelo-esverdeada a amarela, com pouco de “russeting” na área peduncular e de aparência regular. A polpa é branca, parcialmente manteigosa, suculenta, de aromática moderado e de bom de sabor, com 12° a 14° Brix. É suscetível a entomosporiose.

‘Triunfo’ (IAC 16-34)
Cultivar nacional, resultante do cruzamento realizado no Instituto Agronômico (IAC) entre ‘Hood’ x ‘Packham’s Triumph’ e lançada em 1972. A planta é vigorosa, produtiva, de hábito ereto e apresenta rápido crescimento. Seus frutos são médios (180 a 250 g) e de formato oblongo e bem piriforme; a película é espessa, de cor verde-escura com pontuações nítidas e salientes; a polpa é bem firme, granulada e de sabor doce-acidulado (próximo a 10º Brix e acidez titulável de 0,42 g de ácido málico em 100 g de polpa). A maturação é precoce (dezembro a janeiro), com pico variando um pouco em função da região de cultivo, além de comporta-se bem em condições de inverno com pouco frio, cerca de 80 horas são suficientes à cultivar. A polinização cruzada é imprescindível, assim como o arqueamento dos ramos. É uma cultivar exigente em tratos culturais e fitossanitários.

‘Seleta’ (IAC 18-28)
Selecionada em 1968 e também lançada em 1972, resultante do mesmo cruzamento entre ‘Hood’ x ‘Packham’s Triumph’, no programa de melhoramento genético de pereiras do Instituto Agronômico (IAC). Suas plantas, quando enxertadas em marmeleiros apresentam desenvolvimento semivigoroso e com ramificações eretas, respondendo bem aos tratamentos fitossanitários, em termos de enfolhamento. Quando enxertada sobre a própria pereira, apresenta produtividade média a regular e, sobre marmeleiros e em cultivo solteiro, sua produtividade é considerada média a baixa, com produção de frutos pequenos e desuniformes.
É imprescindível a utilização de polinizadores, assim como é recomendável a utilização de indutores floral no pomar. É uma cultivar de produção é precoce (dezembro a janeiro). Apresenta fruto de tamanho médio (150 a 200 g) e formato oblongo-piriforme; a película é fina e lisa com coloração verde-clara com pontuações esparsas; a polpa é delicada, aromática e tenra, com sabor doce acidulado (próximo a 10º Brix e acidez titulável de 0,36 g de ácido málico em 100 g de polpa) e de boa qualidade. Apresenta excelente adaptação a condições de inverno ameno e alto desempenho em regiões frias, exigindo cerca de 80 horas de frio.

‘Tenra’ (IAC 15-20)
É uma cultivar nacional, resultante do cruzamento realizado entre ‘Madame Sieboldt’ e ‘Packham’s Triumph’, que foi lançada oficialmente em 1974 pelo Instituto Agronômico (IAC). Suas plantas são mediamente vigorosa, um tanto rústica e de produtividade regular. Produz frutos pequenos a médios (150 a 180 g), de formato globoso-piriforme, porém muito irregulares, são colhidos de dezembro a janeiro. A epiderme, de coloração verde-escura, é espessa, resistente e apresenta pontuações salientes. Sua polpa, pouco sucosa e doce (próximo a 9º Brix e acidez titulável de 0,50 g de ácido málico em 100 g de polpa), é meio firme, porém macia, com frequente granulação. Possui excelente adaptação a regiões de inverno ameno, exigindo cerca de 80 horas de frio. Sua maior importância reside em constituir adequado material polinizante às demais cultivares de pereira, frente à longa duração da florada e abundância de flores e pólen, com elevada capacidade germinativa.

‘Primorosa’ (IAC 9-3)
É uma cultivar brasileira, resultante do cruzamento realizado no Instituto Agronômico (IAC) entre ‘Hood’ x ‘Packham’s Triumph’ e lançada em 1987, nas comemorações do centenário da Instituição. A planta possui bom vigor e produtividade. Quando enxertada em marmeleiros, apresenta vigor médio, desenvolvimento equilibrado das plantas, produtividade constante e frutas com elevado padrão de qualidade.
Seus frutos, comparáveis aos das melhores cultivares importadas, são de tamanho médio (180 a 220 g), com formato ovóide piriforme e com pedúnculo longo. A película da fruta é lisa, resistente e de coloração verde-clara a amarelada, com pequenas pontuações claras, o que lhe confere um aspecto atraente e delicado. A polpa é de coloração branca, doce, tenra, suculenta e com pequenos grânulos arenosos, de sabor suave e de boa qualidade e baixa acidez (próximo a 9º Brix e acidez titulável de 0,28 g de ácido málico em 100 g de polpa). Possui razoável adaptação as condições subtropicais de inverno brando, recomendada para os cultivos no sudeste brasileiro, principalmente em regiões serranas. Necessita de cerca de 80 horas de frio para florescimento e posterior frutificação. A polinização cruzada e indução floral são recomendadas para a cultivar. Conforme a região de cultivo e manejo da cultura, a maturação ocorre entre o final de dezembro e janeiro.

‘Centenária’ (IAC 9-47)
É uma cultivar brasileira, resultante do cruzamento realizado no Instituto Agronômico (IAC) entre ‘Hood’ x ‘Packham’s Triumph’ e lançada em 1987, nas comemorações do centenário da Instituição. Apresenta moderada exigência de frio (cerca de 150 horas). Suas plantas se caracterizam pelo alto vigor, enfolhamento abundante de folhas pequenas e bem distribuído em uma copa bem formada, além da regularidade da produção. Tem apresentado excelente comportamento quando enxertada sobre marmeleiros. Os frutos dessa cultivar são médios (220 a 250 g), de formato oblongo-piriforme a piriforme-achatados, com cavidade calicinal larga, rasa e bem fechada e com pedúnculo longo, um pouco grosso e bem inserido no fruto; película lisa e resistente, de coloração verde-clara e amarela com nuances rosados em frutos bem maduros, com pontuações espairecidas em toda superfície, conferindo-lhe aspecto bem atraente e limpo.
A polpa é pouco aromática e é de coloração branca, firme, de textura meio grosseira, com granulações frequentes, suculenta e de sabor doce-acidulado (próximo a 10º Brix e acidez titulável de 0,25 g de ácido málico em 100 g de polpa). Sua maturação ocorre no final de janeiro e, em condições mais frias e, geralmente, sua maturação é mais tardia, possibilitando uma alternativa para a ampliação do período de safra de peras dentro de plantios comerciais. Recomenda-se a polinização cruzada, assim como a indução floral. É uma cultivar que apresenta certa suscetibilidade a entomosporiose.

‘Princesinha’ (IAC 16-30)
Cultivar brasileira, resultante do cruzamento realizado no Instituto Agronômico (IAC) entre ‘Hood’ x ‘Packham’s Triumph’, co-irmã da ‘Triunfo’, foi lançada oficialmente em 2007. Possui elevada adaptação às regiões de inverno ameno. Trata-se de uma cultivar opcional a pera ‘Seleta’ e ‘Primorosa’, principais cultivares de pereira para as regiões subtropicais do Brasil, em razão da semelhança no vigor da planta e aparência dos frutos.
A planta apresenta bom vigor, porte médio, com ramos frutíferos finos e abundantes; enfolhamento ralo, folhas médias a pequenas e de coloração verde-azuladas. Os frutos pesam em média 140 g, são de formato piriforme, com “pescoço” pronunciado, pedúnculo fino e longo; película lisa, espessa, de coloração verde esbranquiçada, com pequenas pontuações claras em toda a superfície; a polpa é de coloração branca, firme, meio granulada e suculenta, de sabor doce-acidulado e agradável. Considerada de mediana suscetibilidade a entomosporiose. Apresenta produção precoce e elevada adaptação a regiões de inverno ameno. Essa cultivar tem se mostrado promissora em cultivos irrigados no vale do Rio São Francisco, onde as condições climáticas, principalmente em relação a horas de frio, estão muito aquém daquelas comumente exigidas pelas pereiras.

Pera D’água
            As peras D’água, na verdade, são constituídas de diferentes materiais clonais selecionados localmente e, portanto, de diferentes origens, sem que se tenha uma cultivar definida. Dessa forma, existem diversas nomenclaturas em função da região onde esses clones apresentam características de produção e qualidade da frutificação que despertaram atenção dos produtores que os multiplicaram, ao longo dos anos, via enxertia ou estaquia, a exemplo das peras d’água de Valinhos (‘D’Água de Valinhos’) e de São Roque (‘Branca de São Roque’). Mesmo apresentando características fenotípicas similares, vale lembrar que esses materiais são geneticamente distintos, portanto, apresentam características intrínsecas, sejam estas relativas à produtividade bem como a características físico-químicas e organolépticas dos seus frutos, assim como da própria produtividade e regularidade de produção das plantas.
De forma geral, são plantas similares no hábito de crescimento ereto, são vigorosas e de abundante ramificação e folhagem, com coloração verde-brilhante e meio esmaecida, além de apresentarem elevada produção de frutos por planta. Os frutos, de tamanho médio, são oblongos-piriforme e, no estádio de vez, são firmes e possuem polpa de coloração esbranquiçada, de sabor apenas regular (em geral, 12º Brix e pH de 4,0), crocante apesar de bem sucosa, com tendência a farinar no decorrer da maturação. Os pedúnculos são compridos, grossos e com inserção saliente ao ápice.
Geralmente, são plantas rústicas e autoférteis, produzindo satisfatoriamente mesmo com poucos tratos culturais, desde que haja umidade adequada no solo, portanto, são ideais para chácaras e quintais. Seus frutos podem ser degustados ao natural ou em forma de doces, tortas, geleias, entre outros. São plantas muito bem adaptadas a regiões de inverno ameno, demandando apenas cerca de 40 horas de frio para florescimento e consequente frutificação, além de constituírem um grupo excelente de polinizadores.

Um comentário:

  1. Rafael, bom dia. Vou fazer um pequeno pomar com várias espécies de frutíferas e gostaria de saber se pode me ajudar com algumas dúvidas!!

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