terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ciclo de produção de cultivares de framboeseiras (Rubus idaeus) submetidas à poda drástica em regiões subtropicais



            A framboeseira possui grande perspectiva de cultivo em função das pequenas áreas de produção com essa frutífera no País, alto rendimento econômico e possibilidade de agregação de valor ao produto final via transformação em doces e polpas.

            As cultivares reflorescentes ou bíferas de framboeseiras emitem rebentos (hastes) oriundos das raízes, que se desenvolvem originando inflorescências terminais (gemas apicais). Nas condições do Rio Grande do Sul, os frutos oriundos da inflorescência terminal das hastes primárias amadurecem no final do verão e início do outono (março a maio). Após a poda de inverno, que consiste na redução dessas hastes, as gemas subapicais brotam e emitem novas inflorescências, que originam um segundo florescimento na primavera, e os frutos amadurecem no início do verão (dezembro a janeiro).

            Algumas observações preliminares demonstraram que as gemas subapicais das hastes das framboeseiras cultivadas no sul de Minas e na serra da Mantiqueira possuem baixa capacidade de brotação e florescimento após o término do período de dormência. Assim, a opção seria a realização da poda drástica das hastes rente ao solo durante o inverno.

            Visando avaliar o ciclo de produção de cultivares de framboeseiras submetidas à poda drástica em condições subtropicais, foram escolhidas as cultivares Batum, Autumn Bliss, Heritage e Golden Bliss que foram avaliadas desde a poda drástica realizada em julho até a produção e desenvolvimento de frutos nas hastes primárias e secundárias, e nas gemas subapicais. As hastes emitidas após a poda de inverno foram marcadas e avaliadas quanto ao início e término das fases de florescimento e frutificação.

            Pode observar que ocorreu a emissão de dois surtos de crescimento de rebentos oriundos do sistema radicular. Nas hastes primárias, o florescimento se iniciou em novembro e as colheitas ocorreram entre final de novembro e início de fevereiro. Nas gemas subapicais, as colheitas se concentraram entre o início de março e  final de maio e nas hastes secundárias entre a segunda quinzena de março e término de junho.

            Também pode se verificar que as cultivares diferem quanto ao ciclo de produção nas hastes primárias e secundárias. As gemas subapicais mostram baixa capacidade de brotação e florescimento.

 

O trabalho pode ser acessado nos links abaixo:

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-29452012000200016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-29452012000200016

Nenhum comentário:

Postar um comentário